Domingo, 12 de Julho de 2009

Vai ficar cheia de culpa por me dar desprezo...


E o amor que eu sentira
Não valeu de nada
Pois tudo se acaba
Como um seriado banal...





Voltando à questão das relações interpessoais, entre pessoas do sexo oposto ou não, por que às vezes alguém só se torna interessante quando não está interessado em nós? E no fim, somos ridículos quando somos esnobados, já que em vez de seguirmos em frente, a gente se fixa na tal pessoa e vira questão de honra conquistá-la de alguma forma. Mesmo que, no fundo, ela não seja tão interessante assim.

De todo modo, dizem que, nesse caso, vale a Lei de Talião: olho por olho, dente por dente. Ou seja, basicamente, manter-se blasé. Daí parece meio absurdo, por que como é que vai esnobar quem já te esnoba? Acontece, que todo mundo é meio vaidoso e é uma massagem no ego saber que alguém está possivelmente interessado em você, então a não ser que o ser seja um ser realmente imbecil, ele vai te esnobar, mas vai fazer um charminho de vez em quando, assim, só p
ara garantir que você continue interessada (vai saber se vai precisar de você em um momento de carência). Pronto, é isso, ignore os charminhos. Isso provavelmente deve funcionar. Ou não, não sei.

E se a pessoa não é tão interessante assim, melhor que ela tenha nos esnobado mesmo, porque daí a gente se foca em coisa melhor. Ou não.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Coleção

Eu lembro bem que uma vez, quando eu ainda namorava, que recebi um e-mail de um colega de trabalho dizendo que eu estava linda. Secamente, respondi que ele devia me respeitar. Não preciso dizer que esse mesmo colega nunca mais olhou na minha cara. O que me impedia de, pelo menos, agradecer?

As mulheres, quando não estão solteiras, acham (como eu achava) que não precisa ser legal com ninguém. Para que se esforçar? É, pois é. Ao contrário dos homens, que sempre são solícitos para terem a garantia de que nunca estarão sozinhos. Espertos eles.






Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Pondo um fim na minha vida?

De repente a idéia de cometer orkutcídio não parece tão insana como parecia algum tempo atrás. É estranho que alguém tão geração Y como eu pense isso. Mas é fato, essa história de "ver e ser visto" é tão over. Saturei. Como eu admiti uma vez para o "espanto" do meu interlocutor, o meu único objetivo no Orkut é fuçar a vida dos outros. Não sei por que o espanto, vamos combinar que é bem verdade. Esse papinho de se "conectar" com seus amigos é puro, bem, papinho.

Eu sei é doentio. Quer dizer por que a gente -eu, pelo menos- perde tanto tempo com isso? Escolhendo as melhores fotos da última viagem, daquela festa super-exclusiva, pensando em coisas inteligentes para escrever no 'about me' e no status, procurando saber quantas pessoas te separam do cara gato que você conheceu na semana passada, vendo as últimas atualizações para saber quem-fez-o-quê-com-quem-onde, revirando a vida dos seus colegas de escola ou de faculdade para ver quem é mais bem sucedido que você, quem já casou, quem went bananas e teve filhos. PARATUDAGORA QUE EU QUERO DESCER. Insano é continuar com isso para sempre.

Não reencontrei ninguém, não fiz nenhum amigo (tks, God) nem nada. Só me sufoquei e perdi meu tempo, horas sem dormir, horas que não li um bom livro ou que deixei de pegar o telefone para saber como uma amiga querida estava. Só serviu como mais uma forma de continuar acompanhando a vida do dignissímo e sofrendo, o que eu também já superei.

Cansei do jogo de aparências. Eu sei o meu lugar, sei quem me quer bem e não muda nada na minha vida se a fulaninha casou ou se o beltraninho ganhou uma promoção, e O cara vai encontrar uma maneira de me achar, fora do mundo virtual, por favor.




Não, eu ainda não acabei com o meu orkut, mas estripei umas pessoas e umas comunidades. O orkut só é útil por causa da pirataria.

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Na época em que era fácil se apaixonar, também era mais fácil assumir para qualquer um que estava apaixonada. I would take any chance, por menor que ela fosse e mesmo que não houvesse chance alguma. E se não funcionasse, também não era um drama. Simples como trocar de roupar ou até mais.

As opções era muito maiores; e os requisitos, menores. Fácil assim. Simples assim. Escreve no diário, conta para as amigas, procura sinais que não existem, faz coraçõezinhos com as iniciais do nome dele dentro. Risadinhas no corredor, bochechas coradas, suspiros. E, se tivesse coragem, bilhetinhos nem tão anônimos assim.

Daí, a gente fica chato, exigente e covarde.

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Um pedaço de um desabafo

A mesma avó do post aí de baixo está internada com pneumonia desde ontem à noite, depois uma saga de nove horas para conseguir um quarto do Hospital São Camilo, que tem trata idosos com o maior descaso, aliás.

Como eu moro sozinha com ela, supõe-se que eu tenho obrigação de resolver tudo. Aliás, supõe-se, em geral, que eu tenho de resolver todos os problemas dessa família maluca. Ainda mais quando meu pai é um bunda-mole irresponsável que joga todas as obrigações dele para os outros. Acomodado. Eu não estou dizendo que a minha avó não é responsabilidade minha também, mas eu não tenho obrigação de resolver tudo sozinha. Ainda mais quando, segundo meu pai, resolver tudo significa tirar uma pessoa de 84 anos com pneumonia e risco de morte do hospital. "Porque não é tão grave assim".

Tô cansada mesmo.

Domingo, 10 de Maio de 2009

As mulheres da minha vida

As mulheres da minha família são todas sofredoras, porque nasceram sofrendo porque escolheram sofrer. Sofredora num sentido amplo. Acho que todas as mulheres são um pouco sofredoras. Talvez os homens também sejam. Minha avó materna sofreu, minha avó paterna sofreu, minha mãe sofreu. Todas elas perderam os maridos de uma forma ou de outra. E se tem uma coisa que eu espero ter aprendido com todo esse sofrimento alheio é não deixar que os outros me façam sofrer -parece estranho falar isso quando ficou claro aqui mesmo que eu sofri quando eu deixei o digníssimo. Mas veja bem a diferença, EU deixei, não foi ele que me causou sofrimento, foi a minha tolice.

Se eu quisesse contar essas histórias com as riquezas de detalhes que elas merecem, precisaria escrever um livro. A minha avó paterna, que é com quem eu moro, teve uma vida digna de princesa enquanto solteira. Filha de um fazendeiro que tinha tanta terra, mas tanta terra, que quando ele morreu deixou uma fazenda para cada um dos nove filhos --veja bem, não deixou um sítio, deixou uma fazenda para cada um.

Daí, sei lá como (porque eu não sei mesmo como foi), conheceu o meu avó, um caixeiro viajante de uma família que possivelmente nunca soube o que era amor. Meu avô precisou parar de estudar na quarta série para ajudar em casa (certa vez, meu avô foi convidado, na frente de toda a classe, a se retirar da sala porque o pai dele não pagava a escola. A verdade é que é possível começar a entender porque meu avô se tornou a pessoa que se tornou). Tïpico, né? Mas meu avô queria luxo, queria glamour, queria fama, queria dinheiro, queria isso e muito mais. Até aí, não vejo problema, porque eu também quero tudo isso. O problema é que foi por esses motivos que ele casou com a minha avó, não por todas as qualidades lindas que ela tem. Ele viu minha avó como uma oportunidade, não como um amor.

Enfim, o que me intriga é como minha avó casou com ele e com os mistérios dele. Eles ficaram juntos quatro anos até casarem, e meu avó NUNCA falou sobre a vida ou sobre a família dele. Nunca disse que os pais eram separados. Aliás, minha avó casou com meu avô sem nem sequer conhecer os sogros, as cunhadas e o cunhado. Minha avó casou sem saber onde ia morar com meu avô, e nenhum parente do meu avô foi ao casamento (tá bom, foi minha tia e meu tio, vai). Ela devia estar móintodoida.

Daí, eles vieram morar em São Paulo. Vieram morar com a mãe do meu avô, que estava bem mais para madrasta má da gata borralheira, e com os irmãos dele. A minha bisavó era o cão, era uma pessoa ruim, rude, pouco civilzada, cruel, mentirosa, dissimulada. Pelo menos é o que dizem. Que fez a vovó viver num inferno de verdade. Para piorar, a casa em que moravam em Santana ficava perto do rio e, adivinha o que acontecia quando chovia? Minha avó tinha de fugir de barco (JURO). POR QUE RAIOS A MINHA AVÓ NÃO FUGIU?

É verdade que meu avô não prestava. Acho que nem preciso dizer que tinha trocentas amantes. De tempos em tempos, ele sumia, desaparecia do mapa, deixando minha avó sem ter dinheiro nem para comida, quanto mais para as outras contas. Quando meu pai era pequeno, eles moravam do lado da PUC, em Perdizes --meu avô alugou uma casa grande porque gostava de status. Para conseguir se sustentar, minha avó começou a vender salgados na porta da faculdade. Minha avó não tinha nem dinheiro para tomar ônibus. POR QUE RAIOS A MINHA AVÓ NÃO FUGIU?

Foi assim por muito tempo, minha bisavó em algum momento morreu, mas confesso que não sei como tudo desenrolou. Sei que logo depois do casamento do meu pai com a minha mãe, meu avô saiu de casa sem dizer nada, sem dizer que não ia mais voltar (gente, ele realmente não prestava, para que vou fingir?). Foi embora para morar com a vódrasta má (muito má, aliás. dona coisa, se a senhora estiver viva e ler esse blog, saiba que tem troca tudo que fez contra minha família), continuando a deixar minha avó passando fome. Daí, não tinha mais jeito de a minha avó fugir.

Para encurtar um pouco o que já está longo, meu vô morreu (talvez a vódrasta tenha dado uma ajuda para a dona morte) e deixou uma situação devastadora para todo mundo. M
esmo morto, continuou estragando a vida da minha avó e do meu pai (não, gente, eu não tenho vergonha de dizer que meu vô não prestava). Deixou tantas dívidas que chegamos quase a passar fome.

Eu sei que muita gente tem história de vida, de dor, de sofrimento e de morte muito piores que a da minha avó. Mas acho que é uma história que vale ser contata e que faz da minha avó uma pessoa especial e que, sem dúvida, vai para o céu direto. Vale também para gente aprender que antes de qualquer pessoa, vem a gente mesmo. Vale também para dizer que eu tenho orgulho das mulheres da minha família, sofredoras de suas vidas, que viveram e que vivem para amar sem pedir nada em troca. Vó, outra vó, mãe, tias, amigas queridas, feliz dia das mães. Eu amo vocês!

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Você não mora em uma ilha

Eu acho que na vida a gente tem de aprender a ser egoísta, pelo menos um pouco. Acho que nosso bem-estar tem de estar acima da vontade de agradar os outros. Não estou falando de prejudicar os outros para conseguir o que se quer. Mas isso, para variar, não tem muito a ver com o que pretendo expor.

Bom, talvez tenha. Porque por mais que você tenha de ser a pessoa mais importante da sua vida, você não mora sozinho e isolado em uma ilha, então não pode agir sem pensar em como sua ações ou não ações prejudicam gente que talvez você nem conheça.

Você não sabe viver em socidade quando fica parado em frente da catraca no ônibus ou na porta e não vai passar nem descer na próxima parada. Eu já perdi o ponto por causa de gente fica parada na porta não dá nenhum passinho pro lado para me deixar sair.

Você não sabe viver em sociedade quando atira chiclete para cima durante show e partidas de futebol. Quando gruda chicleta debaixo da carteira ou joga no chão para outra pessoa pisar.

Você não sabe viver em socidade quando guarda a garrafa de água vazia na geladeira ou a forminha de gelo vazia no freezer. Quando deixa um restinho de suco ou de refrigerante na garrafa só para não precisar jogar no lixo.

É coisa de quem não sabe viver em sociedade não catar o lixo do cachorro e não parar para pedestre passar.

Não sabe viver em sociedade quem percebe que o rolo de papel higiênico acabou nem troca por outro nem avisa. Você não sabe viver em sociedade quando joga lixo na rua, desperdiça água, gasta energia à toa.

Em nenhuma dessas situações você se prejudica se fizer o, sei lá, "politicamente correto". É papinho, é papinho, mas nem por isso eu deixo de ter razão.

Sábado, 25 de Abril de 2009

O elefante rosa no meio da sala

Então eu não vou falar que acho assustador alguém gastar R$ 20 mil numa baladinha de final de semana, que acho que é deslumbramento ter seu nome anunciado pelo DJ porque você acabou de comprar 10 garrafas do melhor champanhe da casa. Eu acho tudo isso, mesmo assumindo que queria muito ter o dinheiro que essa gente tem (o dinheiro veja bem, não a cabeça, não o comportamento).

Eu sou uma mulher normal, não no sentido de ordinária (porque eu sou extraordinária), mas porque a maquiagem derrete, o cabelo desmonta e os meus pés ficam doloridos depois de duas horas em cima do salto. Eu não sou bonita todos os dias, não saio de casa produzida para ir à padaria, embora goste de me vestir bem.

Acho que aparência conta sim (embora esta semana o Top Top MTV tenha eleito a Betty Dito a singer mais sexy do momento O_O), conta muito, aliás. Mas também acho que aparência tem de dizer alguma coisa sobre você.

Não gosto de gente fabricada, desses tipinhos que vão às festas no Itaim e na Vila Olímpia, das meninas loiras platinadas e alisadas (até as que já tem cabelo liso), com o olho de delianeador e o exagero de blush na cara (porque, sim, elas sempre exageram e fica uma faixa rosa no meio do rosto), das meninas com saltos altos enormes, roupas compradas no exterior e bolsas Louis Vuitton (que sim, eu adoro, mas que, sim, usaria com meu All Star), os meninos de gel no cabelo, calça da diesel e camisa polo Sérgio K, dos tipinhos bombadinhos que ficam de braços cruzados escolhendo qual da MESMA MENINA ele prefere. Amigo, pega qualquer uma. É tudo igual mesmo.


Eu não sou ressentida, gente, porque eu não tenho dinheiro para ser assim. Eu nunca seria assim, mesmo com dinheiro. Eu gosto do rock'n'roll que é mais democrático e que me deixa usar tênis e maria-chiquinha e chapinha, se quiser, e olho preto, e batão vermelho.


Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

A cor que o vizinho escolheu para pintar a casa...


A lixeira do trabalho